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Professores da UFMT recebem premiação da CAPES

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Por: André Faust/UFMT

Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estão entre os premiados nas condecorações do Prêmio CAPES de Teses, promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, com o objetivo de reconhecer as melhores produções de doutorado defendidas em programas de pós-graduação brasileiros. O evento aconteceu na sede do órgão, em Brasília.

Um dos premiados, o professor Paulo Wescley Maia Pinheiro, do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), destacou a importância do momento que, segundo ele, celebra um processo de trabalho rigoroso, difícil e necessário. “A premiação também produz a oportunidade de dar visibilidade para a produção intelectual de Mato Grosso, especialmente nas Ciências Humanas e Sociais e no Serviço Social”, disse.

Ainda assim, Paulo afirma que a ciência não é uma competição e que não se deve naturalizar o ranqueamento da produtividade, afinal “toda e qualquer pesquisa que busque e apresente resultados reais, de modo comprometido, organizado e socialmente referenciado são estudos que precisam ser celebrados”, completou.

Sua pesquisa, que produziu a tese  “Entre os rios que tudo arrastam e as margens que os oprimem: As determinações ontológicas da unidade exploração-opressão”, terá continuidade, agora no Programa de Pós-Graduação em Política Social da UFMT.

“Neste sentido, temos atuado principalmente em duas vertentes, a primeira pensando a Determinação Social da Saúde, a questão ambiental e os povos originários e tradicionais, observando o impacto da expropriação do agronegócio em seus territórios e identidades; e a segunda vertente, trabalhando a categorização que fiz sobre as opressões, a partir do materialismo, histórico e dialético e o debate de classe, raça-etnia, Gênero-sexo e sexualidades, para aprofundar as reflexões sobre a práxis artísticas e a questão social, enfatizando o Teatro do Oprimido e dialogando com expressões culturais de Mato Grosso e de outros estados do país”, concluiu.

Outro professor da UFMT, Harlon Romariz Rabelo Santos – que recebeu uma menção honrosa por sua tese “Mobilização familiar e contexto escolar: escolha escolar e envolvimento parental na relação com as oportunidades de ensino médio público brasileiro” – também dá continuidade aos estudos no mesmo campo, mas dentro de uma nova temática.

“Atualmente estou com um projeto de pesquisa que visa avaliar a formação das expectativas de futuro entre estudantes concluintes do ensino médio, a partir de microdados do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica) e com extensão de um estudo longitudinal, com verba recém aprovada no Edital Universal do CNPQ”, explicou.

De acordo com o professor Harlon, também do ICHS, essa pesquisa contribui tanto do ponto de vista teórico, pela compreensão sociológica sobre a formação das expectativas educacionais desses estudantes, quanto do ponto de vista prático, a partir da proposição de políticas públicas e possíveis resultados.

“Acredito que a tese foi reconhecida nesta premiação justamente pelo esforço de um desenvolvimento teórico calcado na sociologia e com uso de técnicas avançadas em pesquisa social quantitativa, como a modelagem de equações estruturais”, concluiu.

Entre as docentes que contribuem com estudos na área da saúde, a  tese “O Enfrentamento da Tuberculose em Migrantes Internacionais e Refugiados no Brasil”, da pesquisadora do Câmpus de Sinop, Sonia Vívian, também recebe o prêmio.

O evento foi conduzido pela presidente da CAPES, Mercedes Bustamantes, e contou com a participação de representantes do MEC, do CNPQ e de diversas entidades científicas, como a SBPC, a Fundação Carlos Chagas e o Instituto Serrapilheira.

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