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Pátio mente sobre fatiamento do recurso do Distrito Industrial


| Fonte: Da Redação NMT
Pátio comprou briga com empresários e com bancada federal, priorizando seus redutos eleitorais. Foto - Reprodução

O prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (SD), como é costumeiro em sua carreira política, mentiu em matéria publicada, nesta semana, no jornal “ATribuna”, onde afirmou que o fatiamento que já decidiu fazer do recurso de R$ 56 milhões destinados a cidade pela bancada federal é uma obrigatoriedade determinada pelo Ministério das Cidades, fonte do recurso, e da Caixa Econômica Federal – CEF, instituição responsável unicamente como intermediadora dos pagamentos das obras.

A história da chegada de tais valores nasceu ainda na legislatura passada, quando o ex-deputado federal, Adilton Sachetti (PRB), e o então senador da República e hoje deputado, José Medeiros (Pode), conseguiram convencer a bancada em unir forças na emenda coletiva de bancada e destinar todo o montante que o grupo tinha direito, impondo o gasto do Governo Federal diretamente para Rondonópolis. Para quebrar a resistência do restante dos parlamentares, com base eleitoral em várias outras regiões do estado, foi utilizado o argumento da importância econômica e estratégica do investimento para o estado como um todo, já que se falava da cidade mais importante do interior.

Ocorre que a partir do momento que a emenda coletiva é destinada e, de acordo com a finalidade, apontado sua origem, no caso, o Ministério das Cidades, a Prefeitura da localidade escolhida como destino dos valores é acionada para conveniar com o Governo Federal. Após vencido todos os trâmites burocráticos, o dinheiro é liberado e fica alocado na Caixa Econômica Federal – CEF, como mecanismo de segurança, e todos pagamentos são liberados fracionadamente a medida que a obra for executada. Espertamente, porém, antes de toda a parte técnica ser equacionada, Pátio modificou os termos pré-definidos e, passando por cima da decisão dos parlamentares, alterou a destinação da verba valendo-se da nomenclatura posta – infraestrutura urbana – desviando o objetivo fim para asfaltar bairros de seu interesse.

A verdade é que o prefeito manobrou, desrespeitou um acordo de cavalheiros, retirou parte dos valores para outra destinação e acoplou isso oficialmente no convênio. A realidade agora que ele argumenta ter de cumprir, na verdade, foi a que ele próprio criou. Ainda em 2018, quando iniciou a possibilidade do prefeito colocar em prática seu plano, muitos deputados da legislatura anterior se movimentaram de maneira a recuar no acordo e então atender também suas bases, já que o dinheiro iria para infraestrutura urbana geral. Pátio então decidiu enviar mensagens de panos quentes e a coisa aquietou, mas a verdade era que o “golpe” já havia sido encaminhado.

Assim como negligencia o Sagrada Família, além de várias outras regiões da cidade, enviando todos os recursos disponíveis no Município para o Alfredo de Castro e locais onde sabe que são suas bases eleitoreiras, o prefeito não tem nenhuma intenção de valorizar a classe empresarial e industrial da cidade, que despreza e sabe que tem a recíproca. Ocorre que quem trabalha no Distrito Industrial, em majoritária parte, são pessoas humildes que são obrigadas a conviver com os transtornos e os enormes riscos de trechos esburacadas e degradados, onde dividem espaço com caminhões. Ainda assim, o prefeito que age somente pensando em ganhos eleitorais não tem dúvida que vale a pena o desgaste.

O problema é que com este tipo de atitude, querendo ser mais esperto que os outros, Pátio cada vez mais ganha o desapreço da classe política, aí daqui a pouco se vitimiza e resgata a fala que está “abandonado”. A verdade é que em todo lugar é preciso ter palavra, até mesmo na política, território de tantos malandros. No caso de um gestor que perde sua credibilidade com aqueles que precisa que sejam seus parceiros, quem paga a conta é o Município, o Estado ou País que ele dirige.

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