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Wagner Moura põe Bolsonaros atrelados a milícia e causa polêmica

Fonte: Da Redação NMT
Intérprete de capitão Nascimento não aliviou para Flávio Bolsonaro, a quem atribuiu ligações com a milícia. Foto - FilmeTropaDeElite

Se o ator Wagner Moura, o eterno “capitão Nascimento”, de Tropa de Elite, não se julgar um opositor político ferrenho do atual governo de Jair Bolsonaro (PSL) e dos seus filhos, Eduardo (deputado federal), Flávio (senador) e Carlos (vereador pelo Rio de Janeiro) ele certamente se tornou um dos principais responsáveis por fazer ganhar ainda mais força nacional e internacional o mais novo enredo de ataque as governistas.

Em uma entrevista bem serena ao “Brasil de Fato”, abordando a biografia do guerrilheiro, chamado por muitos de revolucionário, Carlos Marighella, que ficou conhecido como o “inimigo número um” do Regime Militar, Moura falou sobre o momento atual do Brasil e criou um discurso de naturalidade ao associar Bolsonaro e seus filhos, sobretudo Flávio, com a milícia, grupo criminoso organizado de extermínio formado por policiais militares no Rio de Janeiro.

O artista baiano, que também é jornalista e músico, elencou o PCC (Primeiro Comando da Capital) e as milícias cariocas como as principais organizações criminosas do país. Sobre a relação da família Bolsonaro com a segunda, Moura usou um tom quase que de sarcasmo ao indicar que a relação de Flávio, que é quem personifica na fala, com os policiais militares bandidos é assumida pelo próprio.

“A relação de Flávio Bolsonaro com milicianos é pública. Ele nunca escondeu isso. Não estou entendendo a surpresa com relação a isso (…) Ele não disse uma palavra sobre a morte de Marielle, que era sua colega na Assembleia (ato falho, Marielle era vereadora e Flávio deputado). Não estou dizendo que ele tem uma relação direta com a morte dela, mas que ele tem uma relação com os policiais que cometeram crimes e tem relações com as milícias. Qual a surpresa?”, indaga.

Contexto da crítica

A fala de Wagner se embasa em matéria da Veja que ressalta que o tenente da Polícia Militar, Adriano Magalhães da Nóbrega, estava preso, acusado de homicídio, em 2005, quando recebeu na cadeia a Medalha Tiradentes, maior condecoração do Poder Legislativo do Rio de Janeiro. A homenagem teria sido fornecida por Flávio, então deputado estadual, que negou o fato, contrariando arquivos eletrônicos da Assembleia. O mesmo policial, porém, já havia recebido, dois anos antes, uma moção de louvor por indicação do atual senador. Adriano, em 2006, foi absolvido.

Em outro trecho da publicação da Veja, a revista ressalta que a mãe e a mulher de Adriano foram nomeadas para o gabinete de Flavio Bolsonaro, onde trabalharam até novembro do ano passado. Segundo o deputado, que confirmou a informação, ambas foram indicadas por Fabrício Queiróz, seu ex-motorista e assessor, que é pivô de uma conta bancária suspeita onde circulou R$ 1,2 milhão sem fonte confirmada. Algumas linhas de investigação apontam Queiróz como um operador de um esquema de pedágio sobre o salário dos servidores do gabinete.

Confira abaixo a fala de Wagner Moura:

 

1 COMENTÁRIO

  1. Esse esquerdista porcaria, teve a coragem de dirigir o filme Marighella que versa sobre a vida do terrorista comunista Carlos Marighella, que foi abatido pelas forças de segurança em 04/11/69. Esse filme mequetrefe é da mesma linha de: Lamarca o Capitão da Guerrilha, Araguaia a Conspiração do Silêncio e Que é Isso Companheiro. Todos voltados para tentar dar visão heróica a terroristas e assassinos vinculados a esquerda armada. Uma completa inversão de valores!

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