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Promotor se revolta e esbraveja sobre CPI: “Aqui no Ministério Público não tem corrupto; não tem ladrão”

CPI aberta na ALMT contra MP tem gerado conflito entre as instituições; em contrapartida, judiciário tem ameaçado até invadir gabinetes atrás de deputados estaduais ligados a esquema criminoso ao lado de José Riva, ex-presidente da Assembleia, atualmente preso

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Roberto Turin foi um dos que receberam pagamento de férias vencidas por meio de emissão e pagamento de cartas de crédito, em 2009. FOTO - MIDIANEWS

 

“Quero deixar uma coisa clara: nenhum promotor ou procurador de Justiça, aqui no Ministério Público Estadual, é corrupto. Nenhum promotor que está naquela lista é ladrão. Ninguém pediu para receber o que não devia, ninguém fraudou, ninguém fez nada irregular ou cometeu improbidade”.

A afirmação é do promotor de Justiça Roberto Turin, um dos que receberam pagamento de férias vencidas por meio de emissão e pagamento de cartas de crédito, em 2009. O assunto é objeto de uma CPI na Assembleia Legislativa, instalada nesta semana, mas que deve iniciar seus trabalhos apenas no ano que vem.

Em meio ao silêncio que ronda o assunto, por parte do MPE, Turin aceitou falar. Em entrevista a um site cuiabano, ele defendeu a instituição e os demais 46 membros que receberam os pagamentos. E defendeu, também, o direito de o Parlamento instalar a CPI e investigar o Ministério Público.

“Se a CPI está instalada, é uma decisão soberana da Assembleia Legislativa. A meu ver, a hora que a Assembleia quiser, estamos à disposição. Eu chamo deputado aqui no Ministério Público. Por que ele não poderia me chamar lá? Isso é natural”, disse.

“Mas, se alguns estão dizendo que membros do Ministério Público fizeram alguma coisa de irregular, alguém do Ministério Público tem que vir a público e dizer: aqui não, jacaré! Ninguém fez nada de errado, aqui não tem corrupto, aqui não tem ladrão. Acho que tem muita gente embarcando numa canoa furada. Estão indo com muita sede ao pote e, dentro do pote, não vão encontrar nada”, afirmou.

O promotor defendeu a lisura da emissão de cartas de crédito, mas não descartou a possibilidade de ter havido erro.”Mas isso eu digo claramente: se houver erro, não é uma questão de dolo ou má-fé de alguém. A Assembleia pode ter certeza que qualquer membro do MPE vai lá, esclarecer isso, a hora que eles quiserem. Quero deixar claro à sociedade que, como membro do MPE, nessa história das cartas de crédito, eu me sinto absolutamente tranquilo. E vou lá, na CPI ou em qualquer lugar, de cabeça erguida, de peito aberto, de mãos limpas, a hora que precisar”, disse.

Turin também criticou o fato de o Ministério Público Federal (MPF) ter citado, em uma denúncia, a questão das cartas de crédito – cuja planilha, com a relação dos membros do MPE e os valores recebidos, foi encontrada na residência do ex-secretário de Estado Eder Moraes, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão pela Polícia Federal. “Não vou dizer que o MPF foi irresponsável, mas foi um erro primário. Ainda (as procuradoras da República) disseram: ‘Não sei se isso configura ilegalidade ou não’. Pois então, se você não sabe, não afirme nada, vá procurar saber primeiro”, afirmou.

Fonte: Da Redação com MidiaNews

1 COMENTÁRIO

  1. Até que enfim em “Banania” o paraíso da corrupção, onde campeia a desonestidade e a esperteza, temos uma entidade onde todos os seus pares são puros e imaculados. Pelo menos é o que se extrai da fala do douto Promotor. Que isto sirva de exemplo para todos os outros que estão encastelados nos demais poderes da República. Notável! Parabéns!

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