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PP é citado dentro de organização criminosa, Blairo não…

Fonte: Da Redação NMT
Foto - SERGIO LIMA/AFP/ARQUIVO/JC

A imprensa de Mato Grosso tem divulgado, por má fé ou problemas com interpretação de texto, a notícia de que o Ministério Público Federal – MPF teria incluído o megaempresário do agronegócio e ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi (PP), como um possível integrante de uma organização criminosa chefiada pelo ex-presidente, Michel Temer (MDB), solto neste início de semana após uma prisão preventiva daquelas que enchem as redes sociais de curtida, promovida pelo juiz federal, Marcelo Bretas, que atua pela Operação Lava Jato. O pseudo-envolvimento de Blairo vem por um trecho do despacho do MPF que cita o rearranjo  político que o Planalto realizou em 2016, já sob a batuta de Temer, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Ocorre que o texto cita que: “Michel Temer assumiu a Presidência da República em 12.05.2016, provisoriamente, e, em definitivo, no dia 31.08.2016. Na sua gestão (de Temer), garantiu espaços relevantes aos líderes do PP e do PMDB que já pertenciam à organização criminosa, com destaque ao papel atribuído a Romero Jucá…” Em seguida, apresenta uma tabela onde constam os nomes de Blairo, do ex-ministro Ricardo Barros (PP) (Saúde), de Jucá (Planejamento), Sarney Filho (PV) (Meio Ambiente), Helder Barbalho (MDB) (Integração Nacional) e Gilberto Occhi (Presidência da Caixa Econômica Federal), todos que participaram do alto escalão.

Acontece que quando o texto do MPF cita “que já pertenciam à organização criminosa…” ele não se refere mais aos “líderes”, que pontuou algumas poucas palavras antes, mas aos dois partidos relatados no seguimento do texto. Estes sim, teriam ligação direta, segundo o reportado, com possíveis ilícitos que Temer chefiaria. Mas mesmo que o texto cravasse sobre os líderes participando ativamente do esquema criminoso, isto não pode ser vinculado a quem acabou assumindo a cadeira de ministro. Blairo, inclusive, é um exemplo disso, já que foi uma indicação do partido, ou seja, do seu líder da época e ainda atual, senador Ciro Nogueira (PP), que comanda o partido desde 2013 e, recentemente, foi alvo de uma grande operação que investiga corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Aliás, Blairo, que acabou assumindo o Ministério por definição interna do PP, não tinha condição de ser tratado como linha de frente do partido naquele momento de nova composição nacional, mesmo porque havia acabado de chegar na agremiação (filiou-se em maio de 2016). Por ser um dos políticos mais conhecidos de Mato Grosso, Maggi acaba sendo tratado, em esfera estadual, como o atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) é no contexto nacional. Não se economiza na ginástica de relacionar o “personagem preferido” ao novo escândalo do momento. Se foi ministro do ex-presidente possivelmente corrupto, já basta para ser incluído totalmente no rolo, assim como apenas morar no mesmo condomínio do provável assassino já serve para reforçar a dúvida de envolvimento na morte polêmica e “preferida” da imprensa…

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