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Pátio diz “estar provado que a culpa não é de Taques”

Fonte: Da Redação NMT
Durante os quatro anos do Governo de Pedro Taques. não se viu críticas da parte de Pátio. Foto - Reprodução

Após o governador, Mauro Mendes (DEM), que assumiu há pouco mais de um mês, decretar estado de calamidade financeira e o ex-vice governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro (PSD), garantir que a dívida deixada pela gestão que saiu ultrapassa os R$ 4 bilhões, o prefeito de Rondonópolis, adepto de defender o indefensável, resolveu sair em defesa do ex-governador, Pedro Taques (PSDB), afirmando que os fatos recentes deixam claro que a “a culpa não era dele”. Derrotado ainda no primeiro turno na tentativa de se reeleger, o tucano acumulou tanto desgaste em torno de si que é apontado como um dos responsáveis pela decadência do seu próprio partido em solo mato-grossense, trazendo para a vala do ostracismo consigo nomes como Nilson Leitão (PSDB), mais votado para a Câmara Federal, em 2014, e que não sentiu nem o “cheirinho” da vitória em 2018 na tentativa de migrar para o Senado Federal.

Aliás, para exemplificar o fato de que o discurso de Pátio é muito mais político do que técnico, o próprio Fávaro, que participou do Governo, afirmou categoricamente que quando assumiu o Palácio Paiaguás junto com Taques o resta a pagar era de R$ 800 milhões, ou seja, uma média de crescimento de 100% do valor inicial da dívida em cada ano de gestão tucana. Até agora, Mauro ainda não veio a publicar confirmar ou desmentir os números do ex-vice. Em entrevista para a Gazeta Digital, porém, o prefeito de Rondonópolis, que tinha a responsabilidade de fiscalizar Taques em seus dois primeiros anos de mandato, já que encontrava-se na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, naquele momento, afirmou que a situação atual “é um problema de economia, de situação financeira que o Estado está passando. Essa crise não é pontual de Mato Grosso, é do país inteiro”, disse Pátio, invocando enredo parecido com que os petistas defende Dilma Rousseff.

Pátio ainda ressalta que é importante dar as mãos a gestores nestas situações calamitosas. “Não podemos ser injustos e oportunistas nesse momento”. A frase do prefeito soa irônica, já que tem usado do expediente de dizer em suas inúmeras reuniões de bairros que não está asfaltando regiões carentes de terra batida na cidade porque parlamentares federais com base no Município teriam vetado um dinheiro que Rondonópolis teria conseguido em Brasília. Como já adiantou o NMT, recentemente, os valores são frutos de uma decisão de toda a bancada federal da última legislatura que julgou procedente privilegiar o distrito industrial da mais importante cidade do interior pela sua importância estratégica. O chefe do Executivo Municipal, no entanto, tentou manobrar no Ministério das Cidades para tirar o dinheiro do destino definido para atender suas bases eleitorais e foi travado pelos políticos locais justamente porque essa ação tiraria cerca de R$ 56 milhões de Rondonópolis pelo recuo anunciado de vários parlamentares da bancada se a destinação tomasse outro rumo pela interferência do gestor municipal.

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