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Ministro da Educação segue a politicagem do Governo Bolsonaro

Fonte: Da Redação NMT
Bolsonaro e o ministro da Educação. Foto - Redes Sociais/Eduardo Bolsonaro

Falastrão compulsivo e agressivo, a ponto de cravar duas “cutucadas” na esquerda em cada três palavras ditas e uma necessidade imensa de transformar a gestão pública em uma campanha eleitoral que parece que não tem fim. Essa análise poderia caber exatamente ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), ou mesmo a figura institucional do seu Governo, até o presente momento, visto que também se encaixa como uma luva, por exemplo, ao seu ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez.

O colombiano, que teria surgido no ministeriado por indicação do filósofo Olavo de Carvalho – considerado um dos gurus de Bolsonaro -, conseguiu ofuscar a pressão política que estava sobre o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e seu pacote anticrime; tirou da ministra das Mulheres e dos Direitos Humanos, Damares Alves, o peso das duras críticas, e se colocou no olho do furacão ao recomendar, de maneira oficial, às escolas públicas brasileiras a obrigatoriedade dos alunos cantarem o hino nacional, com o adendo de serem filmados.

Como se não bastasse a polêmica, já que não explicitou no comunicado oficial a importância da liberação dos pais para a circulação destas imagens dos menores de idade, o ministro ainda fez questão de acrescentar no texto espalhado o slogan da campanha vencedora do presidente Bolsonaro “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, o que soou como provocativo aos tantos professores que divergem ideologicamente do atual chefe do Executivo nacional, ou mesmo aqueles que divergem do social-liberal e também da militância dos colegas de trabalho.

A impressão que se dá é que Bolsonaro e ministros passarão os quatro anos fazendo política eleitoreira, propositalmente causando a raiva dos opositores, que ao reagir acabam por inflamar a resposta contrária da militância pró-presidente, mantendo a mesma coesa. O presidente já foi convencido de que terá que encarar agendas antipopulares em seu mandato e para isso não pode deixar sua militância virtual esfriar. Praticamente toda semana, desde a posse do capitão da reserva, um membro do Governo causa uma confusão. Isso deve permanecer assim.

Já o Brasil, do ponto de vista de análise macro, assim como foi nos 13 anos de PT e nos dois de Michel Temer (MDB), novamente ficará em um segundo plano, perdendo o protagonismo para ações com propósito de mantimento de poder e de interesses partidários.

2 COMENTÁRIO

  1. Qual a diferença entre filmar alunos desfilando no 7 de setembro ou perfilados entoando o hino nacional? Eu, quando aluno do 1º e 2º graus cantei os hinos nacional e da independência centenas de vezes. Na época não havia muitas filmagens e sim fotografias. E daí? Penso que, talvez as vozes dos atuais críticos fossem menos intolerantes se alguém estivesse determinando aos alunos que entoassem a internacional comunista ou até mesmo um cântico LGBT. Vejam que no ENEM passado colocaram até questão sobre dialeto Gay, onde estavam as vozes desses mesmos críticos? Também, o assessor do MEC – pau mandado do então ministro Malldade – foi até a uma comissão do congresso explicar aquele lance do beijo gay, aquele que não sabia se a “língua tinha entrado até a garganta”, onde estavam os críticos? Esse é o país do “mi-mi-mi” cubanizado, imprestável, inoportuno, de derrotados nas urnas . . .

  2. Basta ler os artigos 14 e 25 da lei 5.700 de 1971, que foi sancionada pelo Presidente Médice, e vocês verão que cantar o Hino Nacional nas escolas não coisa do atual governo, mas que é OBRIGATÓRIO desde 1971… “gentinha” sem cultura, sem estudo e sem informação

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