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Midiatização de ações, põe em cheque bom trabalho do MPE

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A guerra está declarada! Esta frase resume bem a atual relação entre o Ministério Público Estadual – MPE e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT. Apesar de não haver, por parte dos políticos, um ataque explícito e verbal contra os promotores, do outro lado, praticamente toda semana, surge alguém tirando o pino de uma granada e ameaçando jogá-la no chão, dentro da Casa de Leis Mato-grossense.

Desta vez, o promotor do Gaeco (Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado) em Mato Grosso, Marco Aurélio Castro, que atua ao lado do MPE na busca e combate a corrução, insinuou na grande mídia que pretende “invadir” gabinetes na ALMT, se for preciso, para caçar os aliados de José Geraldo Riva, ex-presidente do parlamento, e que teriam participado ativamente do esquema corrupto de desvio de verbas indenizatórias e outras fraudes.

Até aí, tudo bem, se não fosse o fato de na última semana os deputados estaduais terem aprovado a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, que irá investigar a emissão e a venda de cartas de crédito de promotores e procuradores do MPE, durante os anos de 2008 e 2009.

Pressão política no Brasil, por mais ridículo que seja dizer isto, todo mundo está acostumado. Em relação a CPI, se de fato existiram as tais comercialização das famigeradas cartas, que se puna “doa a quem doer”, como disse, inclusive o chefe do Gaeco, ironicamente, em relação aos deputados. No entanto, a postura do MPE é que impressiona, já que se realmente há uma investigação em curso e se está prestes a instauração de uma segunda fase da “Operação Ventríloquo”, que se trabalhe em segredo e se execute da melhor maneira, pois como o ditado popular ressalta: quem quer pegar galinha não pode gritar xô!

No entanto, se puxarmos um pouco mais pela memória, o MPE já havia ‘ameaçado’ os parlamentares com a denúncia de que investigava 10 parlamentares pelo mau uso da verba indenizatória na legislatura passada, ainda em meados de outubro, há poucas semanas da confirmação da CPI.

Sinceramente? Doa a quem doer, este pinga fogo tem de falar a verdade e dizer que o jogo de bastidores e de acuações entre ambas as partes só está servindo para fazer o povo mato-grossense, sedento por dias melhores de atuação de seus homens públicos, lamentar por ver que por mais que se propague mudanças relevantes, é ainda movida pela força do umbigo e pelo grau de inchaço do fígado que se trabalha no estado.

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