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Marco Túlio contrapõe taxação e pede reforma administrativa

Fonte: Da Redação NMT
Marco Túlio é presidente da Associação dos Produtores de Mato Grosso. Foto - Arquivo Pessoal

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso está abrindo as portas para representantes do setor falarem com deputados.Um dos agropecuaristas e empresários mais respeitados do estado, o dono da Casa de Carnes “Celeiro”, Marco Túlio Soares, atual presidente da Associação de Criadores de Mato Grosso – Acrimat, desabafou nas redes sociais logo após participar de uma reunião no legislativo estadual, nesta segunda-feira (21), e pediu eficiência na gestão pública em contraponto ao movimento governamental para taxar os produtores rurais.

Na Casa de Leis, onde nas próximas semanas e meses devem se acumular intensos debates sobre o possível novo recolhimento, já recebe, desde agora, representantes do setor para uma iniciação do assunto com a presença de parlamentares contra e a favor da reforma tributária. Pelo que se vê, os ativistas de apertar o cinto da classe produtiva não dobrarão tão facilmente os maiores responsáveis pelo título de “campeão da produção” que Mato Grosso possui.

Marto Túlio, por exemplo, disse em sua página no Facebook que a efetivação da medida  “inviabilizará vários segmentos”. Para o presidente da Acrimat, é incompatível o Governo do Estado querer resolver seus problemas financeiros, oriundos de más administrações e de corrupção, nas costas do produtor, que no caso dos pecuaristas, sobretudo, já são responsáveis por elevados números de arrecadação. Em resposta aos representantes do poder público que defendem a taxação, o produtor cobrou reavaliação administrativa e pediu eficiência no trato com o gasto público.

“Não está fácil a negociação com o atual governo, querendo a todo modo sobretaxar o agro , vai inviabilizar vários segmentos (sic). Estamos na briga para que não onere mais a taxação na pecuária. A maior taxa de abate do brasil, é a do mato grosso , e eles querendo aumentar ainda mais  (sic) nosso recado aos nossos governantes que precisam ser mais eficientes , enxugar a máquina e aumentar as produtividades, que não suportamos custos “, postou.

Nas próximas semanas, o governador, Mauro Mendes (DEM), com discurso enriquecido pelo decreto de calamidade financeira, deve aumentar o tom, publicamente e nos bastidores, para tentar avançar com a proposta. Na Assembleia, porém, a ideia ainda está longe de unanimidade, principalmente pelo risco de achatar conjuntamente não somente os grandes produtores, mas toda uma estrutura em seu entorno formada por trabalhadores e pequenos agricultores.

 

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