FIM DE LINHA PRA JOÃO DE DEUS – Dr. Francisco Mello

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Resenha

FIM DE LINHA PRA JOÃO DE DEUS – Dr. Francisco Mello

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João de Deus praticou estupro de vulnerável. Ao receber suas pacientes, o Médium tinha noção do desespero e da fragilidade de cada uma em decorrência de suas patologias.

A instrução processual mostrará a verdade através das provas, mas sem querer prejulgar, o Médium de Abadiana será condenado principalmente por estupro de vulnerável entre outros crimes.

Pela lógica da solidariedade humana, cabia ao religioso, disponibilizar atenção, amabilidade desinteressada, e todo esforço possível para a recuperação de suas consulentes.

Na mente delas, ele, estava investido dos poderes de Deus ou de espíritos benfeitores que lhes promoveriam cura definitiva pra seus males; Jamais questionariam os métodos usados pelas “entidades” por considerá-las sobrenaturais.

Lembremo-nos de Abraão, movido pela fé, (fragilizado), seguiu a trilha indicada por Deus, e no lugar determinado, preparou um altar, no qual imolaria seu filho. Confiou em Deus sem questioná-lo; O sacrifício foi suspenso e Abraão foi abençoado pela fidelidade demonstrada. Uffa, era o Celestial. Nada a perder.

Muitos médiuns, curandeiros, pais de santo, padres, pastores, benzedores e o diabo aquático agem por meios fraudulentos, ardilosos, ou violentos e abusam da boa fé dos fiéis cometendo estupros, extorsões, coação por ameaças de morte, pedofilia etc.

O Médium João de Deus, pela minha avaliação, causou constrangimento ilegal, e molestou, estuprou pessoas vulneradas e fragilizadas as quais não se defenderam por acreditarem fervorosamente que estavam nas mãos do escolhido de Deus para suas vitórias sobre o mal que padeciam.

Assim agindo, deve ser enquadrado como alguém que feriu de morte o artigo 217-A do Código Penal: Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso (…) grifei;

Pena – reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.

§ 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput –com alguém – não é só com menor de 14 – que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.

§ 5º As penas previstas no caput e nos §§ 1º, 3º e 4º deste artigo aplicam-se independentemente do consentimento da vítima (…). Grifo nosso.

O home é bom até deixar de ser, ou ao contrário. Que a Justiça seja feita.

É o que há.

Dr. Francisco Mello dos Santos. Advogado Criminalista. OAB-MT 9550. Especialista em Direito Penal e Processual Penal. [email protected] (669)96892292.