Disposto a ajudar Bolsonaro, Renan ganha ainda mais força

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Resenha

Disposto a ajudar Bolsonaro, Renan ganha ainda mais força

Fonte: Da Redação NMT
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Foto - Marcelo Camargo/Agência Brasil
  1. Apesar de todas as movimentações recentes dos militantes que apoiaram a eleição do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), e o crescimento do movimento #RenanNão nas redes sociais, a verdade é que o veterano emedebista alagoano do Senado Federal, com sua habilidade peculiar, ganha cada dia mais terreno para chegar pela quinta vez na chefia do mais nobre parlamento do país. Enquanto que na Câmara Federal o PSL já encarou de frente o desgaste com seu próprio público e cravou apoio a Rodrigo Maia (DEM), no Senado isso é mais do que provável que venha acabar acontecendo nas eleições do início de fevereiro, até mesmo com o apoio velado do Governo, que oficialmente jura neutralidade.

Nos últimos dias, Renan Calheiros (MDB) sinalizou que está disposto a pautar e ajudar o atual comando da Presidência da República a tocar em frente seus projetos no legislativo e agradou aliados do presidente e até o próprio. O senador eleito, Major Olímpio (PSL), aliado do novo chefe do Executivo Nacional e que já anunciou também candidatura a Presidência do Senado, falou menos entusiasmado sobre seu projeto pessoal em entrevista ao jornal “O Globo” e reforçou a tese de que Calheiros é o “candidato mais forte” na disputa que deve ter, além dos dois, nomes de peso como de Álvaro Dias (Pode) e Tasso Jereissati (PSDB).

O grande trunfo de Calheiros, como não poderia deixar de citar, é o mantimento da votação secreta por deliberação do Supremo Tribunal Federal – STF, através de seu presidente atual, ministro Dias Tofolli. Nos bastidores do Congresso, a grande verdade é que poucos na história recente conseguem criar os caminhos e achar os espaços necessários que Renan encontra para alcançar seus objetivos. Por fim, o moralista governo de Bolsonaro deve ter que acabar tendo de negociar dentro das duas casas legislativas do Congresso Nacional, a partir de fevereiro, com os dois poderosos homens da política nacional que nunca foram adeptos de discursos próximos da grande massa e que, diferentemente do atual presidente, não possuem nenhum compromisso com ondas que venham de Instagram, twitter ou Facebook.

Liberdade parecida respiram os parlamentares que não vão ter seus votos divulgados nas redes quando, provavelmente, elegerem o carioca e o nordestino que já foram acusados de corrupção pela Polícia Federal para nortearam os rumos do parlamento nacional.