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Após Bolsonaro se gabar de ministeriado sem conchavo, PSL fecha com Maia

Fonte: Da Redação NMT
Foto - Fátima Meira - Futura Press/ FolhaPress

O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, cravou logo após a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), neste início de semana, que o partido apoiará o projeto de reeleição do atual e polêmico presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM). A decisão tomada talvez seja a mais sensível até agora para a base aliada de Bolsonaro, já que a grande e moralista massa virtual que elevou o projeto político social-liberal até a vitória não é nada simpática com o nome de Maia, que responde inquéritos sobre corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa II no Supremo Tribunal Federal – STF por, dentre outras acusações, supostamente receber propina da empreiteira OAS para facilitar a aprovação de uma Medida Provisória de interesse da empresa no Congresso Nacional.

O namoro com Maia, aliás, não é nada novo para o PSL, que representa a segunda maior bancada eleita nas últimas eleições. Os aliados de Bolsonaro já vêm pisando em ovos há alguma tempo para achar uma maneira menos traumática possível para anunciar o acordo ao público. O próprio homem forte da economia do capitão da reserva no Governo, Paulo Guedes, já havia sinalizado, ainda no começo de dezembro, que Maia seria o melhor caminho para que Bolsonaro conseguisse celeridade e trânsito para encaminhar as pautas reformistas que precisa emplacar logo neste primeiro quarto de mandato.

A hora da oficialização da aliança, por fim, chegou e como era esperado com uma avalanche contraria de críticas por parte do próprio público bolsonariano nas redes sociais. O fato de Bivar ter garantido com Maia a presidência da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ, considerada a principal do parlamento, ao PSL, bem como a segunda vice-presidência para sacramentar o voto dos 52 deputados federais do partido ao democrata carioca soou mal aos ouvidos populares, justamente pela lembrança que os fatos trouxeram dos grandes acordos de bastidores feitos, por exemplo, pelo desgastado MDB para conquistar seus espaços de poder em Brasília.

A tática dos até então ultra-moralista do PSL, como é o caso da deputada federal eleita por São Paulo, Joice Hasselman (PSL), foi o de abandonar o romantismo dos discursos fáceis e assumir a linha da necessidade de composição para que o partido consiga implantar o que pretende ao Brasil. Nas redes sociais, a recordista de mais de um milhão de votos, já sabedora do que encontraria pela frente, foi pra ofensiva com seus críticos seguidores e postou: “Qual seria a opção? Afundar o governo? Não ter bloco pra aprovar nada? Fazer beicinho de criança birrenta e prejudicar milhões de brasileiros por isso? Brincar de polianas? Ora, me poupe! Vamos pensar minha gente”, escreveu, recebendo uma enxurrada de críticas como talvez sua página nunca viu.

A própria Joice, em entrevista recente, havia se pronunciado que manter Maia seria uma mensagem errada que o PSL passaria ao público. O partido do presidente, enfim, chegou ao estágio de vidraça e terá que guardar as pedras num canto com muita paciência, atributo que não parece ser comum em seus membros. Dentro deste prisma, ser incisivo na mensagem com sua própria base como fez Joice pode ser sim uma alternativa, mas o risco de atingir a veia da confiança existe e não é pouco…

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