ALMT aponta Taques como responsável por desvio de R$ 500 milhões

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Resenha

ALMT aponta Taques como responsável por desvio de R$ 500 milhões

Fonte: Da Redação NMT
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Governador pode ser chamado a dar explicações sobre não repasse de Fundeb e Fethab aos municípios. Foto - Avener Prado/Folhapress

Muita gente apostava que não havia ninguém que mais desejasse o alongamento indiscriminado do tempo no fim do ano passado e que 2019, por fim, nunca chegasse que o ex-presidente da República, Michel Temer (MDB), em virtude da proteção jurídica especial que perderia ao deixar o comando do país, trazendo-lhe o risco iminente até de prisão pelas graves acusações que tem contra si. Mas talvez o ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), que até outro dia nadava de braçada no discurso da total moralidade, pode estar tão ou até mais encrencado que o emedebista para se explicar nos tribunais.

Em menos de 10 dias após o tucano sair do cargo, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT, que sequer deu posse a seus novos ocupantes eleitos em 2018, viu finalizado por seus deputados ainda em mandato o relatório sobre as investigações quanto aos recursos omitidos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb e do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab que, segundo o que se mostra, sofreram um rombo de R$ 500 milhões durante a gestão Taques.

Para os deputados estaduais, não há dúvidas: o ex-governador deve ser entendido como o principal responsável pelos escândalos. “O gestor é um só. São vários secretários, mas o gestor do Estado é o governador. Não vamos aqui apontar e não temos nem o poder de julgar, mas vamos encaminhar aos órgãos competentes o relatório”, disse o presidente da CPI, deputado estadual Mauro Savi, que não tem lá toda essa condição moral para apontar dedo pra ninguém, mas que na condição de ainda parlamentar ajudou a complicar agora a vida de Pedro Taques.

Ministério Público, tanto o Estadual quanto o Federal, bem como Tribunais de Contas também das duas esferas, já que existe dinheiro da União envolvido, devem ser alguns dos órgãos que vão receber os levantamentos para dar prosseguimento mais aprofundado ao já apurado. Não há, porém, e até agora, nenhuma traço de corrupção direta do ex-governador em toda a questão. O fato, todavia, é um só: os tais R$ 500 milhões eram para serem repassados para os municípios no atendimento da educação, infraestrutura e habitação e simplesmente não foram. Onde foi parar o dinheiro exatamente? É exatamente a pergunta que precisa ser respondida, em detalhes, a partir de agora.