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Aliados de Bolsonaro no Congresso são as âncoras da nova previdência

Fonte: Da Redação NMT
Foto - Montagem NMT, Contribuição Albari Rosa/Gazeta do Povo e Redes Sociais

Que a Reforma da Previdência é uma necessidade para que o orçamento público nacional respire aliviado, isto é inegável. Ocorre que em um país onde a cultura “umbiguista”, ou seja, de olhar coletivo provavelmente abaixo de zero sendo passado ano a ano de pai para filho, encarar politicamente uma transformação neste viés seria tarefa para um presidente tão corajoso quanto popular. Luis Inácio Lula da Silva (PT) tinha muita intimidade com o povo, mas não teve a coragem ou a vontade necessária. O petista preferiu o conforto de medidas para agradar os corações, sobretudo da classe mais humilde, no intuito de seguir no poder, e resolveu deixar para depois a adequação necessária para manter a casa em pé, assumindo o risco de vê-la cair a qualquer momento.

Eis que Jair Bolsonaro (PSL), o ex-deputado federal polêmico que ganhou a eleição presidencial contra boa parte da imprensa e da classe política, surge como o homem certo para fazer isso. Possui parte apaixonado do povo literalmente lhe carregando nos braços e para reforçar ainda mais a ideia, o economista Paulo Guedes assume o papel técnico de apresentar algo que, de fato, cumpra o propósito. Mas um empecilho, aliás, um grande empecilho surgia pela frente: o de conseguir transitar a polêmica proposta dentro do Congresso. O maior desafio nem era a capacidade da oposição liderada pelo PT em denegrir a proposta, embora mintam com a competência que ninguém teve nunca teve na história desse país. O muro maior a ser derrubado é o ego da maioria dos líderes partidários, que não são vencidos com pressão popular, principalmente a virtual.

E, neste momento, talvez com intenção de seguir enviando boas vibrações ao povo que segue exaltando seu nome nas redes sociais como se ainda campanha estivesse, o presidente comete erros grosseiros ao colocar nomes como Joice Hasselmann (PSL) como sua líder no Congresso. Apesar de ter sido a mulher mais bem votada da história para o cargo de deputado federal,  isso não garante à jornalista que virou parlamentar o peso político necessário nos corredores de Brasília, diferente do que ela mesmo mostra pensar. A deputada fala sobre as articulações e aproximações com os partidos como se em Brasília estivesse há 30 anos e a verdade é que para os caciques que na capital federal viveram maior parte das suas vidas a parlamentar ainda é meramente a “moça barulhenta” da internet.

Falta tamanho político para os apoiadores das pautas do presidente no diálogo com os congressistas e isso é fundamental quando se trata de uma reforma polêmica. Rodrigo Maia (DEM) já percebeu o erro e tem se afastado porque não quer por essa provável derrota em seu currículo. Mesmo o novato Kim Kataguiri (DEM), ativista da nova previdência, detectou o caminho errado e criticou a articulação do Governo, recebendo o adjetivo de “moleque” da parte de Joice. Kim atribuiu o termo “catástrofe” para definir o caminho escolhido para convencer deputados. O democrata, líder do Movimento Brasil Livre – MBL ,se mostra promissor na política e conectado à realidade, diferente de Hasselmann, que talvez ainda esteja achando que tudo em Brasília pode ser resolvido na base da força.

Escolhido presidente da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ, o jovem deputado federal, Felipe Francischini (PSL/PR) – filho do ex-deputado federal, Delegado Francischini, amigo de Bolsonaro e que conseguiu achar um lugar para o filho no nicho eleitoral da Assembleia de Deus – é outro a não ter currículo e respeito dos colegas para tocar uma discussão do tamanho da Reforma da Previdência na comissão mais importante do mais numeroso parlamento nacional. A não ser que tenha um grande coelho na cartola ou uma disposição imediata em mudar praticamente tudo que tem feito neste setor de articulações, até mesmo muitos dos seus “soldados” postos para isso, a derrota de Bolsonaro na reforma é mais que certa.

 

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