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Iminência de cassação de Selma movimenta bastidores em MT


| Fonte: Da Redação NMT
Principais nomes da cena política atual não têm nada a perder em uma provável eleição extemporânea, o que deve ocasionar muitos candidatos. Foto - Montagem NMT/ Imagens - Sonotícias/MidiaNews/RepórterMT

A possibilidade de já na semana que vem Mato Grosso ter a definição de que uma nova eleição para o Senado Federal se avizinha no horizonte, tem movimentado a cena política. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT se prepara para fechar questão de apoio em um nome, provavelmente Eduardo Botelho (DEM), enquanto isso os maiores nomes atuais da política devem entrar também na disputa que deve ser acirrada.

Embora uma provável candidatura do ex-governador, ex-ministro e ex-senador da República, Blairo Maggi (PP), surja com favoritismo a verdade é que ninguém perderá nada de entrar no pleito. Os deputados estaduais, federais, demais lideranças, prefeitos que já estão em segundo mandato e até vereadores que conseguirem a garantira partidária da candidatura não perderão nada em investir seus nomes nas urnas.

Como bem se sabe, três caminhos são possíveis a partir da sessão do próximo dia 3 de dezembro, dentro do Tribunal Superior Eleitoral – TSE. Ou o a corte maior valida a condenação da senadora Selma Arruda e de toda sua chapa por crime eleitoral, seguindo o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral – TRE/MT ou reverte o mérito, o que parece bem improvável. A expectativa realista da defesa é que algum ministro peça vistas, o que adiaria a definição para 2020 e daria sobrevida a parlamentar.

Caso confirmada a condenação, a tendência é que o TSE marque eleições imediatas em um prazo de três meses, garantindo o mínimo possível de prejuízo representativo ao estado. O terceiro colocado no pleito de 2018, Carlos Fávaro (PSD), tenta uma manobra inédita para ficar temporariamente com a vaga até o resultado das urnas, mas tem pouca chance de conseguir.

Imaginando o pior dos cenários possíveis para Selma, além de Blairo o eleitor deve ter como opção o nome de Nilson Leitão (PSDB) e até do ex-governador, Pedro Taques (PSDB), que deve mudar-se para o partido CIDADANIA para entrar na disputa. Nelson Barbudo (PSL), deputado mais votado para o cargo de deputado federal, em 2018, é outro que deve confirmar investida.

O ex-senador, atual deputado federal e vice-líder do Governo de Jair Bolsonaro (SEM PARTIDO) na Câmara Federal, José Medeiros (Pode/MT), é outro que pode pintar como opção ao mato-grossense, bem como o ex-deputado federal, ex-prefeito de Rondonópolis e líder do REPUBLICANOS, Adilton Sachetti. Este último, porém, pode acabar compondo apoio a Blairo, assim como Fávaro, em uma provável união de forças do setor do agronegócio em uma única candidatura.

A esquerda também deve apresentar seus nomes, como a já carimbada candidatura do Procurador Mauro (PSOL) e algum nome do PT, provavelmente o ex-deputado federal, Carlos Abicalil (PT), que viria com relevância agregada com o provável apoio próximo do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), que ocioso após sair a cadeia deve vir ao estado para tentar emplacar um nome.

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