Home Editorias Saúde “Uma pneumonia silenciosa matou minha filha de 4 anos”, alerta mãe
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“Uma pneumonia silenciosa matou minha filha de 4 anos”, alerta mãe


| Fonte: Revista Crescer
Jheniffer e a filha, Helloysa, 4 (Foto: Reprodução Facebook)

Certamente, e algum momento, seu filho já apresentou um quadro de tosse. Daquelas chatas, que persistem, mas não alteram o estado geral da criança, sabe? Pois, há apenas duas semanas, a dona de casa paulista Jheniffer Tavares da Silva, 24 anos, levou a filha, Helloysa, 4 anos, ao hospital. “Ela estava com muita tosse. O atendimento foi via convênio. O raio x e o exame de sangue não acusaram nada”, conta.

“No dia seguinte, passei com uma pneumopediatra que também examinou Helloysa. Ela disse que ela não tinha nada e deveria ser apenas uma tosse por causa do tempo”, lembra. A especialista receitou um remédio e as duas voltaram para casa. A mãe tinha uma preocupação “extra” com a filha, pois Helloysa tinha anemia falciforme — uma doença hereditária, caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue — e, por isso, sua imunidade era mais baixa.

No entanto, apenas uma semana depois, a situação da menina piorou a ponto de ela ser internada, às pressas, na UTI. Confira, abaixo, o relato que ela deu à CRESCER:

“Uma semana depois, durante a madrugada, ela começou a reclamar de dor de barriga, disse que estava doendo muito. Coloquei ela na minha cama e ela dormiu. Mais tarde, passou a ter também febre. No dia seguinte, ela acordou bem, brincou e tomou o café da manhã — ainda com um pouco de febre, mas bem. Depois, voltou a sentir dor. À tardinha, voltamos com ela ao hospital. A essa altura, ela chorava muito, gritava de tanta dor. Logo depois, começou a reclamar também de dor nas costas. Ela chegava a apertar o pescoço do pai de tanta dor. Quando chegamos ao hospital, eles suspeitaram de uma crise da anemia falciforme. Fizeram exames e deram morfina. Ela passou a se sentir cansada e com dificuldade pra respirar. Rapidamente, ela foi colocada no oxigênio. A temperatura continuava alta. O raio X mostrou que ela estava com pneumonia — os médicos ainda me falaram: ‘É uma mancha grande no pulmão, não está bonita, não e, em 72hs, pode piorar’. Mas eu estava positiva, apostando que ela ficaria bem. Passamos a noite lá. Ela continuava com febre e saturação oscilando. Minha filha foi levada para a UTI. Quando chegou o fim da tarde, eu queria dar banho nela, mas já não conseguia mais. Mesmo recebendo morfina de 3/3 horas, ela continuava com muita dor. As 3h da madrugada, ela começou a se debater. Nessa hora, os médicos me avisaram que era falta de oxigênio no sangue. Ela já estava alucinando. Tentaram um monte de coisas, mas não deu. Nada resolvia. Tentaram entubar e não conseguiram, o pulmão dela já estava fechado. O único jeito foi sedá-la. Nesse momento, perdi meu chão. Não aguentei e saí da sala. Ali, mal sabia que seria a última vez que a veria com vida. Às 7h15, ela faleceu. Helloysa estava muito cansada, sofrendo demais. E foi a tal pneumonia silenciosa que a matou. Estou em pedaços. Era minha única filha, minha única razão de viver.”

PNEUMONIA SILENCIOSA?

De acordo com Alfonso Eduardo Alvarez, presidente do Departamento de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SP-SP), “pneumonia silenciosa” é um termo popular, que se refere a quadros de pacientes que não apresentam muitos sintomas aparentes. Segundo o especialista, apesar de a pneumonia possuir diferentes graus de agressividade — principalmente em pessoas que já possuem complicações crônicas, como anemia falciforme —, ela não costuma evoluir tão rápido. “O que acontece é que os pais ficam muito atentos a sintomas mais típicos como tosse e febre, mas os sinais de que algo não está bem vão muito além disso”, alerta.

“É importante notar, por exemplo, se o seu filho apresenta-se muito abatido, cansado e/ou com dificuldade para respirar. Se a criança apresenta qualquer grau de dificuldade em respirar, ou seja, se está ofegante, é fundamental que seja examinada o quanto antes!!! Além disso, se a criança está prostrada durante um episódio de febre, toma um antitérmico e volta a ficar disposta, é um bom sinal. Mas se quando a febre baixa, ela continua abatida, é preciso ficar atento. Isso não vale apenas para pneumonia, mas qualquer outra infecção. Nesses casos, é importante sempre buscar um pediatra”, diz.

 

 

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