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PV de Rondonópolis é levado à extrema esquerda e se isola


| Fonte: Da Redação NMT
Naves e Bertoni têm conduzido um projeto de candidatura própria que encontra pouca condição de decolar. Foto - Reprodução/ArquivosPessoais

Proporcionalmente falando, os responsáveis por conduzirem os rumos do Partido Verde – PV, em Rondonópolis, estão conseguindo fazer com que a sigla se torne ainda mais irrelevante no âmbito local do que é no cenário nacional. Isto porque, o discurso assumido tem sido o da extrema esquerda, do reforço do coro “Lula Livre”, do ataque carregado de desinformação contra à classe produtiva e da perseguição obsessiva a cada passo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Todas estas posturas, somam-se a uma pouca habilidade ou credibilidade dos líderes locais em encontrar espaço político de destaque, seja na oposição ou no governo do prefeito Zé do Pátio (SD).

O presidente do Diretório Municipal do PV, o advogado Carlos Naves, figura bem conhecida e desgastada na política rondonopolitana, enveredou por uma filosofia semelhante a da ala mais raivosa do PSOL, ou de partidos ainda mais agressivos, e tem tido dificuldade de expandir a sigla. Primeiro porque Rondonópolis, assim como todo Mato Grosso, tem pensamento amplamente majoritário contra este tipo de viés ideológico e segundo pelo fato de que mesmo aqueles que possuem enraizado em seus pensamentos o viés mais progressista, independente do grau de extremismo, não encontram abrigo no Partido Verde.

A roupagem pouco convidativa do PV como instituição política, em Rondonópolis fica ainda mais ressaltada pela dificuldade de compreender que tipo de rumo está sendo tomado. Enquanto que Eduardo Jorge (PV), um dos maiores nomes da sigla e candidato a vice de Marina Silva (REDE), em 2018, ressaltou no segundo turno que não votaria em Jair Bolsonaro (PSL), mas muito menos Fernando Haddad (PT), em virtude das muitas decepções que possui com o PT, o que se nota na direção local do partido é uma verdadeira adoração a Luis Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente e atual presidiário em Curitiba, condenado por corrupção.

A combinação de fatos acerca do PV de Rondonópolis, em não seguir a toada nacional, fugir da linha neutra defendida pela cartilha do partido e não ter conseguido lastro algum para, ao menos, se alojar como coadjuvante nas discussões, visando 2020, tem sido a receita para seu definhamento. A saída encontrada foi lançar uma candidatura “kamikaze” a prefeito do empresário Márcio Bertoni, até porque as últimas investidas do próprio Naves nas urnas não foram empolgantes, sobretudo a busca pela Câmara Federal, ano passado, quando conseguiu apenas 1.923 votos.

O intuito de Naves com Bertoni era fazer barulho em voo solo na pré-campanha, tentando implantar polêmicas e talvez chamar a atenção, se não do povo, ao menos da classe política. Até agora, porém, não tem dado certo. A dificuldade do fechamento da equação é que nos grupos de oposição do Município, onde encontram-se o PSDB e PSL, por exemplo, o discurso assumido até agora pelos representantes do PV não é aceito, enquanto que no arco de aliança de Pátio o problema é mais pessoal. O nome de Naves torce vários narizes e se tem uma coisa que o atual prefeito tem fugido é de confusão interna, até porque as externas já têm tomado todo seu tempo.

 

 

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