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Idosa de 88 anos deita após esperar uma hora na UPA em Rondonópolis


| Fonte: Da Redação NMT
Idosa com pressão 16/12 não aguentou esperar sentada e ainda pode ter sido coagida a gravar vídeo para "limpar a barra" de equipe que a atendeu. Foto - Reprodução

A aposentada Júlia Gonçalves Soares, de 88 anos de idade, foi levada pela família até a Unidade de Pronto Atendimento de Rondonópolis – UPA, na última quarta-feira (30), com um quadro de pressão alta e precisou deitar nas cadeiras do espaço de espera enquanto aguardava por mais de uma hora o amparo médico. O filho dela, o mecânico Isaias Gonçalves, de 52 anos de idade, se revoltou e postou a foto do descaso com a mãe no Facebook.

Em contato com o NMT, Isaias contou que não estava na cidade, mas soube que o atendimento inicial até que não foi demorado, mas após passar pela triagem e ser medicada, a mãe não conseguiu esperar sentada a consulta médica. “Eu estava trabalhando em Dom Aquino, minha irmã e sobrinho perceberam que ela não estava bem e levaram ela para atendimento. Aí liguei pra saber como ela estava e minha irmã me contou que há mais de uma hora ela havia sido deixada numa cadeira dessas. Claro que ela não aguentou e deitou no banco, não tinha como. Então eu joguei no Facebook”, lembrou.

Isaias conta que a situação é recorrente e se indigna por ninguém ter disponibilizado uma maca pra ela na unidade. O mecânico diz que após expor a situação nas redes sociais, a coisa mudou de figura. “Não é a primeira vez que acontece isso e a gente acaba tentando chamar a atenção pra ver se alguma coisa muda. Dessa vez, ela ficou sentada nessa cadeira com pressão de 16/12 e glicemia com mais de 160. Não tiveram o trabalho de arrumar uma maca e disseram pra ela esperar. Quando eu joguei no Facebook, alguém deve ter visto e aí atenderam ela. Como pode?”, indagou.

O rondonopolitano afirma que a própria médica chegou a comentar sobre a foto que circulava nas redes sociais e aconselhou que Júlia não permitisse mais que a retratassem daquela maneira. “A doutora teve coragem de dizer pra ela: “como deixa tirarem foto assim com a senhora parecendo uma mendiga? A senhora tinha que processar esse povo”. Acontece que tinha sido minha própria irmã que havia tirado e me mandado. Ou seja, ela mesmo admitiu que minha mãe estava sendo tratada que nem mendiga”, criticou.

O mecânico ainda suspeita que a mãe idosa foi coagida a gravar um vídeo para resguardar a equipe que realizou o atendimento, que ao seu ver acabou a liberando para se “livrar” do problema. “Mandaram ela embora pra casa com a pressão ainda alta e a glicemia ainda desregulada, creio que porque não tinham lugar pra deixar ela lá. Ainda aproveitaram da inocência dela e fizeram ela falar: “upa, fui atendida e melhorei”. Minha mãe não sabe dizer ao certo, mas achamos inclusive que gravaram isso, talvez pra guardar e limpar a barra, se fosse preciso. Tem condições de um abuso desses com uma pessoa dessa idade?”, esbraveja.

O trabalhador afirma que já até aceitou o descaso com pessoas mais jovens na saúde pública local, mas não admite que idosos feito sua mãe sejam tratados sem o devido cuidado. “O mínimo que esse pessoal tem que fazer é criar uma ala para que os idosos em atendimentos possam deitar enquanto esperam. Sou diabético e já cansei de ver em hospital de Rondonópolis pessoas que não estão aguentando ficar em pé e decidem deitar nas cadeiras da espera. Ainda chega uma enfermeira chamando a atenção e pedindo pra pessoa se levantar porque tem mais gente pra sentar, sem se colocar no lugar do outro. A saúde está um verdadeiro caos aqui em Rondonópolis”, finalizou.

 

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