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Pátio compra guerra inútil e cria impasse sobre Santa Casa


| Fonte: Da Redação NMT
Prefeito irrita parlamentares, sociedade civil organizada e cria ambiente hostil em Rondonópolis. Foto - Reprodução

O prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (SD), passou quatro anos reclamando que não tinha o respaldo da bancada estadual e federal da cidade na sua gestão de 2009 até 2012, quando terminou cassado. No atual mandato, esperava-se um prefeito diferente e menos politiqueiro, mas a verdade é que, mesmo com todos os esforços dos parlamentares, a cidade enfrenta crises e é exposta a entraves, unicamente gerados pelos caprichos do chefe do Executivo Municipal.

Embora a secretária de saúde do Município, Izalba Albuquerque, reitere que os R$ 10 milhões da bancada federal, que estão próximos a chegar a Rondonópolis com destinação final à Santa Casa de Misericórdia, terão como destino a unidade de saúde, a burocracia orquestrada pelo prefeito, talvez para tentar tirar proveito da situação com os holofotes sobre si, tem aberto uma ferida totalmente desnecessária com aqueles que são os responsáveis diretos por importantes deliberações financeiras para a cidade.

O atual líder da bancada federal, Neri Geller (PP), chegou gravar um vídeo, nos últimos dias, reforçando o pedido do deputado federal, José Medeiros (Pode), principal articulador da vinda dos R$ 10 milhões, para que o prefeito cadastre junto ao Ministério da Saúde o CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) da Santa Casa e não da Secretaria de Saúde do Município, como foi estabelecido.

Essa exigência, que é única garantia que o dinheiro realmente irá para a filantrópica, é resultado de uma outra crise de confiança também criada por Pátio e suas decisões atravessadas, quando definiu pelo fatiamento de R$ 56 milhões, enviados pela mesma bancada, previamente dispostos para atender os distritos industriais da cidade, mas que agora também serão usados para outras finalidades.

O prefeito insistentemente não perde a oportunidade, seja por fala própria ou pelo uso de interlocutores, de colocar em dúvida a transparência e a lisura da administração da Santa Casa sobre os recursos públicos que recebem, ignorando um processo recente de reestruturação do hospital e que incluiu a inclusão de diversos membros da sociedade civil organizada para fiscalização de toda circulação financeira da unidade.

A tristeza que se estabelece, por fim, é a constatação que Rondonópolis está entregue aos cuidados de alguém que prioriza todas suas ações pelo viés eleitoral, ou seja, mesmo que aquilo que se apresente for benéfico à coletividade o gestor municipal não perde a oportunidade de criar problema, enfurecendo quem surge como aliado da solução e até colocando vidas em risco, como é o caso da filantrópica, próxima de fechar por falência.

Como se não bastasse os prejuízos de tempo e de dinheiro, Pátio é dissimulado e age como aquele menino que vive fazendo coisa errada e que quando perdem a paciência consigo chora e se faz de vítima, acreditando na própria mentira. O gestor perde a cada dia mais a confiança da classe política e empresarial do Município, promove a desunião dos cidadãos, quando põe seus aliados com cargos na Prefeitura para defenderem seus devaneios, e dá a entender que nutre algum prazer sádico em jogar âncoras em uma cidade com mais de R$ 1 bilhão de orçamento e que, apesar do prefeito que tem, destaca-se.

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