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“Observatório Social” de Rondonópolis é acusado de seletividade


| Fonte: Da redação NMT
Advogada Shirley, nome de destaque à frente do OSR, é um dos principais alvos de críticas. Foto - ArquivoPessoal

A direção do Observatório Social de Rondonópolis – OSR, entidade criada em 2009 para fiscalizar e controlar os gastos públicos na Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores da cidade, tem sido alvo de críticas quanto a seletividade das denúncias e outros trabalhos que realiza.

Fonte de informação da imprensa e parte importante da formação de opinião dos rondonopolitanos, a instituição tem canalizado sua revolta a pessoas e fatos específicos, desfocando muitas irregularidades que vêm ocorrendo no Município, nos últimos anos, sobretudo pelos lados do Executivo.

Recentemente, o OSR instalou outdoors em Rondonópolis com a foto de nove vereadores que fariam parte de um grupo que rejeitou um projeto para a redução no número de parlamentares da casa, de 21 para 15. A situação, porém, chamou a atenção, já que eram pelo menos 15 os legisladores contra a proposta.

O projeto da readequação das cadeiras sequer alcançou o plenário da Câmara e foi derrotado nas comissões. Mesmo assim, vereadores do PSDB se articularam para emplacar uma audiência pública sobre o tema já derrubado, de maneira a dar voz à demagogia no parlamento. A iniciativa também não vingou.

De acordo com um vereador, que falou ao NMT, a direção do OSR foi questionada do porquê pinçou apenas nove rostos para expor ao desgaste frente a sociedade. A resposta foi surpreendente e se valeu de um argumento técnico de que “não cabia mais que nove na diagramação da imagem”.

A justifica, porém, foi considerada ridícula por vários parlamentares, que brincaram que “dava pra colocar não só fotos dos 21, como dos assessores, caso fosse preciso”. Segundo acusam alguns vereadores, a régua que definiu foi a posição social de cada representante público

“A gente até brinca na Câmara com essa divisão, mas nitidamente quem entrou no outdoor foram os vereadores “de periferia”. Quem frequenta outros locais foi poupado”, criticou um parlamentar. Outro questionamento, além da seletividade, é o quanto conseguiriam ser imparciais as ações do OSR sobre o legislativo.

Isto porque, Joger Ferreira Caetano, marido da advogada, Shirlei Mesquita Sandim (da linha de frente do Observatório), foi candidato a vereador, em 2016, e fracassou com apenas 125 votos. A crítica, de fato, faz algum sentido, já que a energia depositada em cima dos parlamentares tem sido bem maior do que os olhos que vistoriavam Percival e que agora olham Pátio.

O Ministério Público Estadual – MPE já conseguiu bloquear na Justiça milhões de reais de ex-gestores municipais por irregularidades no sistema de radares eletrônicos, dentre outros processos que apontam prejuízos colossais aos rondonopolitanos. Para estes casos, no entanto, não foram feitos outdoors.

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