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Empresas de comunicação ligadas a políticos devem entrar na mira do MP em MT


| Fonte: Da Redação NMT
Assembleia pode estar sendo fonte de alto volume de recursos para veículos de comunicação ligados a políticos. Foto - Assessoria/ALMT

Não é novidade para ninguém que políticos no Brasil são os grandes detentores de concessões de televisão e rádio, ou seja, em muitas cidades e estados os representantes públicos monopolizam os meios de comunicação de massa para dar manutenção a seus projetos eleitoreiros, bem como encher os cofres das referidas empresas com verba pública. Os milhares e até milhões de reais que chegam acabam sendo frutos muito mais da influência destes “proprietários” dos veículos do que propriamente pela justiça do retorno dado com o espaço cedido a produtos midiáticos institucionais do Poder Público.

A manobra para fazer dinheiro é mascarada em meio as “campanhas de utilidade pública”, como, por exemplo, vídeos, fotos e outras formas de mensagem sobre as queimadas, a dengue e tantos outros assuntos que, de fato, precisam da informação difundida na sociedade como armas de combate a seus males. A maracutaia entra, no entanto, quando veículos sem o proporcional alcance do valor investido acabam por abocanhar a maior parte do recurso disponível. No Governo Federal, a análise técnica fala um pouco mais alto, mas nas outras esferas as maiores fatias do bolo, muitas vezes, não são para os mais lidos, vistos ou ouvidos, mas sim às empresas ligadas a políticos.

Em Mato Grosso, não só o Governo do Estado, mas principalmente a Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT viraram verdadeiras máquinas de fazer dinheiro a este esquema. Um filho de um atual senador adquiriu um site de notícias do interior, recentemente, para se juntar a um grupo de comunicação que inclui uma televisão e uma emissora de rádio que possui. Com ótimos contatos dentro do parlamento estadual, o “empreendedor” estaria abocanhando os mais gordos contratos da Casa de Leis. Este texto só não consegue detalhar o quanto está indo por mês para cada uma das referidas empresas em virtude do Portal da Transparência da ALMT não ter transparência alguma.

Existe no espaço eletrônico apenas a documentação que confirma R$ 33 milhões a serem investidos em publicidade, a partir do último agosto, até o meio do ano que vem. Quem, quando e os números de quanto estão recebendo cada um dos veículos de Mato Grosso são dados incrivelmente omitidos do público, confrontando a legislação federal que obriga tais discriminações. Na prática, é impossível saber se está havendo justiça entre os veículos mais relevantes ou se é o caso de somente os conhecidos direcionamentos ilegais. Um grupo de empresários da comunicação, obviamente aqueles que não são laranjas de políticos, estão se organizando para formalizar uma denúncia ao Ministério Público Federal – MPF para que, no mínimo, se faça cumprir integralmente a lei da transparência.

Além do referido empresário filho de senador, que poderia estar fazendo qualquer outra atividade profissional, mas teve a “visão” de encontrar na comunicação uma grande chance para fazer sucesso no mundo empresarial, outro deputado estadual, que é dono velado de uma emissora de rádio, pode também estar se valendo de benefícios com a ocultação dos gastos. A desproporcionalidade dos investimentos poderia ser facilmente esclarecida caso as informações estivessem disponíveis. Segundo informações que circulam nos bastidores, a coisa deve esquentar, em breve…

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