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João Mototáxi rebate projeto de diminuir vereadores e alfineta tucanos


| Fonte: Da Redação NMT
Vereador insinuou oportunismo de colegas de bancada. Foto - Assessoria

Conhecido por não fugir da raia em assuntos polêmicos, o vereador de Rondonópolis, João Mototáxi (PSL), criticou ao NMT, neste início de semana, a investida de colegas tucanos de parlamento, liderados por Rodrigo da Zaeli (PSDB) e Jailton do Pesque e Pague (PSDB), que nas últimas semanas tentam emplacar no legislativo municipal um projeto para reduzir de 21 para 15 o número de integrantes da Câmara de Vereadores da maior cidade do interior de Mato Grosso.

João alfinetou os colegas e demonstrou que fazem isso, unicamente, porque estão abandonando a política, ou seja, de maneira oportunista. “Sou contrário a este projeto. Eu não nasci vereador, quer dizer que se eu não tiver na Câmara na próxima legislatura estarei trabalhando de mototáxi, normal. Agora, quando eles (Jaílton e Zaeli) foram para reeleição (2016), nunca propuseram reduzir nada. Agora que não são mais candidatos e  estão anunciando que não querem ser mais vereadores, aí falam em diminuir?”, criticou.

Em relação a projeção prática de uma realidade mais enxuta e de provável redução do duodécimo, valor passado para o legislativo manter sua estrutura, João afirma que o custo-benefício não valerá a pena, sobretudo para a população mais carente. “Quanto mais diminuir o número, mais vai chegar na Câmara somente quem tem o poder aquisitivo maior. Isso diminui a representatividade. Hoje, temos vários presidente de bairro como o Roni Cardoso, o Adonias, Batista, Beto do Amendoim, eu mesmo e o Mazette, que conseguimos uma cadeira e focamos nossas ações em povos menos assistidos. Essa alteração tiraria a chance de pessoas como nós chegarem e elitizaria a Câmara, como era quando tinham só 12”, relembrou.

O vereador, inclusive, mostrou que não pensa nele quando faz sua análise e argumentou que para quem já está no mandato poderia ser até benéfica a diminuição. “Abaixar pra 15 seria bom pra quem já está na Câmara. Diminuiria o numero de candidatos por legenda. Hoje a projeção é termos 32, mas caso aprovassem apenas 15 cadeiras o número de candidatos por legenda, ou seja, por partido seria de 22. Como 30% precisam ser mulheres, ficaria pouco espaço para renovação, já que boa parte das vagas de candidato disponíveis iriam para quem já está com mandato. Mas mesmo assim eu sou contra porque você tira a condição das categorias serem representadas. Hoje temos um mototaxista na Câmara e outras segmentos também merecem”, disse.

Ainda sobre a realidade que dará fim as coligações, obrigando cada partido a lançar unicamente seus próprios candidatos e buscar o alcance do quociente eleitoral de maneira independente, Mototáxi afirma que será um grande avanço. “A eleição de 2020 vai ser mais justa. Essa coisa de coligar oito partidos, entrava gente com muito pouco voto, enquanto outras pessoas com muito voto ficava de fora. O Dico (ex-vereador), que hoje está de fora, foi mais votado em 2016 que muitos que estão hoje lá dentro, mas a coligação dele não o ajudou. Por outro lado, temos gente que foi candidato único de um partido e ganhou. Isso não pode, os partidos precisam mostrar força e ter articulação”, analisou.

Na última semana, os tucanos não conseguiram aprovar um pedido de audiência pública a ser realizada na sede do legislativo e que contaria com a presença da sociedade para discutir a redução e seus impactos, obviamente pressionando os parlamentares sobre a pauta. O projeto, porém, que ainda tramita, precisa ser aprovado até o início de outubro, cumprindo o prazo máximo de um ano antes da próxima eleição. Só com estes termos e prazos é que a modificação já passaria a valer a partir de 2020.

 

 

 

4 COMMENTS

  1. Amigo, sua estória é muito controversa. o NUMERO ATUAL DE 21 VEREADORES é extremamente exagerado haja vista o “trabalho apresentado” pelos edis do municipio. Sua conversa foge completamente da finalidade do trabalho do vereador em uma sociedade, legislando na Camara Municipal em favor do municipio (e nao ofertando moção de aplauso e mudando nomes de ruas). Ficar fazendo assistencialismo, ou atingindo as camadas mais inferiores da sociedade, atingindo esse povo menos assistido, como vc citou, nao é, nunca foi, e nunca será trabalho de vereador. Para isso existem os presidentes de bairros, e as secretarias de Assistencia Social. Portanto caro edil, 21 vereadores é um numero elevado sim, e 15 vereadores ainda é muito alto. Trabalho de vereador mesmo talvez no maximo uma meia duzia faça, e olha que esse numero ainda é generoso.

  2. Carlos, e mais útil e produtivo baixar o duodécimo, de 6 para 5 por cento. Isso sim, trará economia aos cofres públicos. Se diminuir apenas os vereadores, o valor repassado pela prefeitura p a câmara não muda. Se baixarmos o duodécimo teremos uma economia de 2 a 3 vezes maior q diminuir vereador apenas…

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