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Sob risco de perder Orçamento, Wellington volta a cobrar ministro para implantar UFR


Este ano acontece a formatura da primeira turma do curso de Medicina, mas obras precisam ser concluídas no campus
| Fonte: Assessoria
Foto: Assessoria

A implantação definitiva da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) – assim como de cinco outras unidades de ensino, chamadas ‘novíssimas universidades’ – voltou a ser tema de discussão, nesta terça-feira, 20, na Comissão de Educação do Senado. Até o momento, uma audiência solicitada pela comissão para discutir a questão não foi agendada pelo Ministério da Educação – fato que irritou o senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do Bloco Parlamentar Vanguarda.

“Eu não quero dramatizar, mas creio que seja muito tempo para dar uma resposta a nossa Comissão” – cobrou o parlamentar, ao destacar que o tema central da reunião com o ministro Abraham Weintraub diz respeito à definição do modelo para criação de dois cargos – de reitor e vice-reitor ‘pró-tempore’. Esse é o último passo a ser dado para implantação das universidades.

Somente a partir da criação dos cargos e indicação dos titulares que será possível se criar o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e atos seguintes, entre os quais a desvinculação orçamentária da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Ao cobrar a definição do ministro, Fagundes lembrou que o próprio Orçamento previsto para a Federal de Rondonópolis corre risco de se perder. “Isso não podemos permitir, ainda mais diante dessa circunstância que o país atravessa” – frisou.

Pela manhã, Wellington Fagundes recebeu a pró-reitora da UFMT no Campus de Rondonópolis, professora Analy Polizel. Ela trouxe o convite para a formatura da primeira turma de Medicina. Porém, ressaltou que as obras estruturais dos edifícios que integram o curso se encontram paralisadas por falta de recursos.

No ano passado, o Congresso Nacional aprovou emenda do senador ao projeto de Orçamento para 2019, que contemplava a possibilidade de criar cargos (inclusive de direção) para o funcionamento das novas universidades. Ele foi o relator da emenda da Comissão de Educação para o Orçamento, que asseguraram aporte de R$ 500 milhões para as novas universidades federais. Em justificativa, Fagundes apontou a impossibilidade das novas universidades funcionarem de maneira adequada sem o provimento de novos cargos.
“A Universidade Federal de Rondonópolis, por exemplo, precisa de uma estrutura administrativa e acadêmica própria de uma universidade completa, e não apenas a estrutura de um campus ou centro técnico”, ressaltou.

Semana Acadêmica – Entre os dias 7 e 11 de outubro, o Campus de Rondonópolis realizará a II Semana Acadêmica, que terá como tema “Universidade Pública e a Formação para Cidadania: UFR de Portas Abertas”. Fagundes também agendou participação no evento, já que o tema, segundo ele, é de vital importância para a construção da universidade com vocação voltada ao desenvolvimento regional.

Segundo a pró-reitora, o tema reflete o desejo institucional de que a universidade seja mais acessada pela população e por instituições e organizações públicas e privadas, de forma a cumprir com a missão de formar cidadãos conscientes e atuantes para sociedade mais justa e democrática.

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