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Morta pelo pai: “Marido da minha mãe me beijou aqui”, teria dito Mel, 6


| Fonte: Metropóles
Morta pelo pai: “Marido da minha mãe me beijou aqui”, teria dito Mel, 6

Fernanda Cristina Ribeiro Tavares, mãe da menina de 6 anos morta com sinais de espancamento e tortura na sexta-feira (02/08/2019), contava com a ajuda da avó paterna de Mel Rhayane Ribeiro de Jesus para pagar um advogado particular.

Segundo Rosilene Francisca de Jesus, ela decidiu agir pois a criança era proibida de vê-la e a toda a família materna, além de ter deixado de ir à escola. Apesar disso, ela confirma o depoimento do filho Rodrigo Jesus da França, de que a menina era abusada pelo ex-padastro. As informações são do jornal Extra.

Rodrigo se declarou culpado à Polícia Civil pelas agressões que levaram ao falecimento de Mel e foi preso. A versão dada por ele em depoimento é de que, por conta dos estupros sofridos, a criança teria desenvolvido um distúrbio psiquiátrico que a levava a se masturbar, e que batia nela para que ela parasse.

“Eu resolvi ajudar a Fernanda pois a Mel estava com o pai, mas afastada das pessoas que ela gostava. Ela não via a mãe, a vó materna nem eu. Então eu procurava saber notícias dela com os vizinhos, perguntava se andavam vendo a Mel… e me disseram que ela não ia mais para a escola e estava chorando à beça. Até então, eu pensava que eram umas palmadas. O meu filho é muito carinhoso, sentimental, nunca foi violento. Eu acho que na cabeça dele, estava fazendo o certo, ajudando a filha”, disse Rosilene.

Ela se referia à versão contada por Rodrigo à polícia de que Mel, traumatizada pelos abusos do ex-padastro, se masturbava em casa, e ele batia na criança para fazê-la parar. “Foi quando a Mel veio passar umas férias comigo que eu fiquei sabendo o que o Alex fazia, e tudo começou.

Um dia, passou um homem barbudo na nossa rua e ela comentou: ‘Vovó, esse homem barbudo… barba espeta, né’. E continuou: ‘O marido da minha mãe, o Alex, me beijou aqui’, e apontou para o meio das pernas.”

Rosilene afirmou que, em um primeiro momento, preferiu não contar para o filho sobre o relato, com medo da reação, e foi isso que motivou a briga dos dois.

“Eu contei para a atual mulher do meu filho, a Juliana, mas não para o Rodrigo, pois sabia que ele ficaria nervoso. Achei melhor conversar com a mãe e com a vó dela antes. Elas ficaram com raiva de mim e a Juliana contou para o Rodrigo, que disse que eu tinha passado por cima dele. Ainda fomos juntos pedir a guarda dela em Bangu, mas brigamos por eu ter escondido dele a situação e ele nunca mais deixou a menina ficar comigo. Eu sei que depois o Rodrigo e a Juliana ainda foram no Méier terminar esse negócio da guarda”, relatou a avó paterna.

Fernanda Cristina defende o ex-padrasto de Mel das acusações.

“Ele nunca fez nada, sempre tratou a Mel bem, pagou festa de aniversário para ela. E para a filha que eu tive com ele, sempre deu pensão, sem eu precisar entrar na Justiça”, contou Fernanda, para quem o crime cometido por Rodrigo foi por raiva por ter sido cobrado na Justiça pela pensão da filha. “Talvez ele quisesse ficar com ela para não pagar pensão, achasse que seria mais barato.”

Procurado pelo jornal Extra, o ex-padastro de Mel preferiu não se posicionar.

Entenda

Mel Rhayane deu entrada no Hospital Naval Marcílio Dias, na Zona Norte do Rio, já sem vida. Ela foi levada ao local na tarde de sexta-feira (02/08/2019) pelo pai, Rodrigo, 25 anos, e pela madrasta, Juliana Mayara Brito da Silva, de 20. O homem é acusado de espancar a filha até morrer. Ele pediu para ser preso em seguida, por medo de que fosse linchado por cerca de 15 pessoas que o aguardavam do lado de fora da unidade de saúde.

Segundo servidores do hospital, Mel, de 6 anos, apresentava várias marcas de correntes, feridas pelo corpo, sinal de abuso sexual no ânus e estava com orelha cortada. A menina também parecia desnutrida e tinha hematomas pelo corpo.

O pai afirmou que a criança havia recebido um “corretivo” e estava de castigo, quando parou de respirar. Em outra versão, disse que a menina morreu por ter batido a cabeça.

 

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