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Jayme e Wellington se opõem a Bolsonaro em derrota de decreto das armas


| Fonte: Da Redação NMT
Veteranos têm ignorado os números das eleições 2018 em Mato Grosso, absolutos a Bolsonaro, e têm se posicionado contra as medidas do atual presidente. Foto - Roque de Sá/Ag Senado

Os discursos raivosos do veterano senador de Mato Grosso, Jayme Campos (DEM), tem também sido acompanhados por seus posicionamentos na hora de votar contra ou a favor às iniciativas diretas do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), que estão passando por validação do Congresso Nacional.

O democrata foi um dos 47 votos, nesta semana, pela derrubada do decreto presidencial que flexibilizou e facilitou o acesso a armas de fogo a várias categorias profissionais, além de pessoas em condições específicas, como moradores de regiões rurais, público este que Jayme, dono de fazendas, conhece muito bem.

No entanto, acima de qualquer mérito apreciado, mostra-se mais do que visível a antipatia pessoal do ex-governador de Mato Grosso ao modo de fazer política do atual presidente. Jayme é de uma escola onde os bastidores são muito importantes. É nostálgico de uma época onde o gestor reconhecia e agia dentro da indispensável conversa rotineira, direta e por meio de interlocutores, com lideranças partidárias e com parlamentares no geral.

O “conservadorismo”, neste sentido, do mato-grossense, em se revoltar, por exemplo, quando Bolsonaro inflama sua militância digital para cobrar parlamentares sobre seus votos, é o grande conflito do sucesso de relacionamento entre ambos. Receber ataques de bolsonaristas atiçados pelo presidente soa como uma ofensa a Campos, que reclama a pessoas próximas nunca ter tido uma conversa decente com o capitão da reserva do Exército Brasileiro.

Outro a votar contra Bolsonaro foi Wellington Fagundes (PR), que apesar de ter se aproximado da esquerda nos últimos pleitos eleitorais, se aliando a PT e PCdoB, por exemplo, não se trata de um ideológico de plantão, mesmo porque suas alianças foram feitas mais por conveniências políticas do que por alinhamento de pensamento.

Mesmo tendo influência em muitos setores do atual Governo, sobretudo na infraestrutura, onde conhece cada corredor como a palma da mão, Wellington é outro a não engolir a maneira que se porta politicamente Bolsonaro e seus aliados. O republicano, adepto de conversas de portas fechadas e entendimentos políticos satisfatórios para ambas as partes, também classifica como imaturas as investidas do presidente.

O posicionamento de ambos, no entanto, não pode deixar de ser classificado como corajoso, no tocante até mesmo de confrontar a vontade majoritária dos mato-grossenses. Simplesmente enfrentam uma massa de mais de 66% do total de eleitores do estado, que escolheram Bolsonaro e seu projeto de Brasil. Experientes, provavelmente estão apostando que essa “onda irá passar” e tudo voltará ao que sempre foi…

Selma Arruda (PSL), como era de se esperar, foi um dos 27 votos a favor ao mantimento do decreto das armas, que agora passa a ser matéria apreciada pela Câmara dos Deputados.

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