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Mulher simula o próprio sequestro em Teresópolis ‘para que marido a valorize mais’


| Fonte: EXTRA

Uma mulher simulou o próprio sequestro, na última terça-feira, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Policiais civis da 110ª DP (Teresópolis) foram acionados pelo marido da dona de casa e acabaram descobrindo a farsa. Em depoimento na delegacia, a mulher assumiu ter inventado que havia sido capturada para que seu companheiro a valorizasse mais. Ela também afirmou que agiu dessa forma porque era maltratada pelo marido, que por causa de um ciúme excessivo, a xingava, maltratava e ameaçava de morte.

O homem esteve na delegacia na noite da última terça-feira, alegando que sua mulher havia sido sequestrada no caminho entre a casa da avó dela e a creche de suas filhas. Ela saiu para buscar as meninas, mas acabou não aparecendo. O marido passou a receber fotos da esposa confinada em um quarto, além de mensagens em seu telefone. “Olha ae, otário”, dizia uma mensagem recebida por ele, acompanhada de uma foto da mulher deitada. “Ela tá lá dentro. Já gritou, já chorou, mas agora está mais calma”, dizia outra mensagem recebida pelo marido da dona de casa.

 

 

Na quarta-feira, os policiais da 110ª DP conseguiram descobrir que a mulher estava hospedada em um hotel da cidade. Um recepcionista do estabelecimento confirmou que a dona de casa chegou sozinha ao local, na terça-feira, e lá permaneceu sem receber ninguém ou se alimentar. A mulher havia saído do local pouco antes da chegada dos agentes. Enquanto os policiais estavam no hotel, a dona de casa fez contato com o marido, alegando que havia sido libertada. O casal, então, seguiu para a delegacia.

A mulher prestou depoimento e, inicialmente, insistia na versão de que havia sido sequestrada. Diante dos questionamentos feitos pelos agentes, ela acabou confessando que havia simulado o sequestro e relatou o motivo de ter agido daquela forma. O marido confirmou aos policiais os xingamentos e ameaças feitos à companheira e também admitiu ser ciumento.

 

 

A dona de casa, no entanto, não quis representar contra o marido, e tampouco quis solicitar medidas protetivas. Os crimes relatados por ela – injúria e ameaça – necessitam que a vítima manifeste sua vontade de prosseguir com o processo contra o acusado. No entanto, como a situação se enquadra na Lei Maria da Penha, o caso foi remetido à Justiça, que marcará uma audiência especial. Na sessão, a mulher terá que reiterar que não deseja representar contra o marido.

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