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Mais de metade dos cuiabanos não dará presente de Dia dos Namorados; e o principal motivo é ‘não ter para quem’


| Fonte: Olhar Direto
Foto: Guilherme Bessa

Criado pelo publicitário João Agripino Dória – pai do atual governador de São Paulo, João Dória – em 1949, o ‘Dia dos Namorados’ tinha como principal objetivo alavancar as vendas no mês de junho, que tradicionalmente era um mês ‘morto’ para o comércio. Ele escolheu o dia por coincidir com a véspera do Dia de Santo Antônio, conhecido como o ‘santo casamenteiro’. Em Cuiabá, no entanto, para mais da metade da população, a iniciativa de Dória pai será frustrada em 2019: pesquisa divulgada recentemente mostrou que mais de 50% da população não vai dar presentes nesta data.

 

A pesquisa foi realizada pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas e Socioambientais da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (NuPES/FE/UFMT), em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá-MT (CDL-Cuiabá), e teve como objetivo descobrir as intenções de compras dos residentes em Cuiabá para o Dia dos Namorados 2019.

 

As informações foram obtidas através de entrevistas com 485 pessoas em Cuiabá (MT), entre os dias 23 de abril e 08 de maio de 2019, em diferentes locais da capital, considerando uma amostra com intervalo de confiança de 95% e erro amostral de 4,45%. A pesquisa abrangeu residentes das quatro regiões do município, sendo 27,3% da região Leste, 21,3% da Norte, 20,6% da Oeste e 30,8% da região Sul. Das pessoas pesquisadas 54,6% são mulheres e o restante, 45,4%, homens, sendo pesquisados consumidores a partir de 15 anos de idade e de diferentes faixas etárias, obedecendo a distribuição populacional da capital.

A pesquisa revelou que, enquanto 38% dos cuiabanos pretendem comprar presentes para seus amores, 54% não irão presentear – enquanto 8% ainda não sabem. Dentre os que não irão presentear, a maioria respondeu que o motivo é o fato de não ter quem presentear na data (54%) e, em segundo lugar, por não ter o hábito de presentear (26%). Dos que não tem quem presentear, 24% gostariam de participar de festas para solteiros.

 

O núcleo também perguntou, para os que afirmaram que vão sim presentear, quais era seus principais desejos, e o que pretendiam comprar. Os itens mais mencionados para a data foram roupas (29%), perfumes e cosméticos (26%), calçados, bolsas e acessórios (14%), entre outros itens.

Ao serem perguntados quanto ao presente que gostariam de ganhar, a escolha mais citada foi perfumes e cosméticos (18%), roupas (17%), calçados, bolsas e acessórios (12%) e pacotes de viagens (8%). Houve grande diversidade de respostas neste quesito, que juntas somaram 45% (opção outros), ou seja, responderam que estão interessadas em outros tipos de presentes.

Quanto aos gastos, 47% pretendem gastar mais com os presentes em relação ao ano passado, 48% não pretendem gastar mais e 5% ainda não sabem. Os pesquisados pretendem gastar, em média, R$ 237,35 por presente, sendo que o principal meio de pagamento a ser utilizado será o dinheiro (53%), seguido de cartão de débito (26%) e cartão de crédito à vista (17%).

 

Ainda dentre os entrevistados que irão presentear, 59% pretendem comprar em Shoppings Centers, 26% em lojas do centro da cidade e 8% em lojas nas proximidades do seu bairro. A maioria pretende comprar os presentes na própria semana do Dia dos Namorados (71%).

Redes sociais

As redes sociais se mostraram grandes influenciadoras dos relacionamentos amorosos. Segundo a pesquisa, 15% dos cuiabanos conheceram seus amores na internet. Por outro lado, a maior parte informou que os encontrou através de amigos (32%), e 16% no trabalho. Quanto ao tempo de relacionamento dos entrevistados, 10 anos ou mais correspondeu a 39%, ou seja, os casados ainda costumam presentear.

Por fim, o que mais influencia as escolhas do entrevistado na hora de escolher o presente é o desejo da pessoa a ser presenteada (57%). Em relação a comemoração da data, 60% dos entrevistados pretendem comemorar, e a maior parte das comemorações será realizada em suas próprias casas (45%), seguido por restaurantes que correspondem a 28% dos locais.

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