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Vereador eleva PCdoB a degrau acima do PT em Rondonópolis


| Fonte: Da Redação NMT
Vereador é cotado para vice dos dois maiores grupos políticos na cidade que devem disputar à Prefeitura. Foto - Assessoria

O vereador e professor, Silvio Negri (PCdoB), atualmente cumprindo o primeiro mandato na Câmara Municipal de Rondonópolis, a cidade mais importante politicamente do interior, conseguiu rapidamente colocar seu partido na linha de frente das discussões políticas municipais e pode até mesmo alçar voos mais altos no pleito eleitoral de 2020.

Em um momento onde a extrema direita toma conta do debate nacional com a chegada do capitão da reserva do Exército, Jair Bolsonaro (PSL), à Presidência da República e boa parte da esquerda nacional se vê manchada por alianças com os governos corruptos do PT, os partidos ideológicos como o PCdoB ficaram dependentes de destaques individuais para alcançar destaque.

Por Mato Grosso, por exemplo, o histórico PCdoB não conseguiu eleger representantes em Brasília, embora tenha tido uma candidatura relevante ao Senado Federal com a professora Maria Lúcia Cavalli (PCdoB). O partido também não conseguiu nenhuma das 24 cadeiras na Assembleia Legislativa. Negri, aliás, é o único vereador do partido no estado, mas o que poderia ser um isolamento foi transformado em construção por méritos do parlamentar.

Com bom relacionamento com as principais lideranças políticas locais e estaduais, Negri, como já era esperado, não adotou o fanatismo em seu discurso e ações, acabando por subir degraus nos debates políticos internos e externos. Hoje, até mesmo o PT de Lula, que em Rondonópolis segue tendo a figura do ex-vereador, Mauro Campos, na condução dos seus trabalhos, ficou para trás em relevância na comparação com o PCdoB de Negri.

O professor, aliás, é tido como um potencial candidato a vice-prefeito, tanto pelo grupo do atual prefeito, Zé Carlos do Pátio (SD), que tentará a reeleição, como até mesmo no grupo do ex-prefeito Adilton Sachetti (PRB), que lidera hoje nos bastidores a principal frente de oposição. O poder aglutinador de Negri, ao que parece, foi ter adotado a expertise de focar nos problemas da cidade e buscar resolvê-los com parcerias. Se não “lacrou” junto a militância mais ferrenha do seu partido, trouxe espaço político ao partido, o que é muito mais valioso.

Já Mauro Campos, marcado pela saída do até então histórico petista e ex-vereador de Rondonópolis, Juca Lemos, preferiu focar quatro anos na defesa ingrata de Dilma Rousseff (PT) e Lula (PT), o que acabou por deixá-lo sem mandato. Ou seja, para que alguém consiga trazer voz e vez a seu partido e suas respectivas ideias, nada melhor que ter mandato e ganhar força com promissoras alianças, principalmente no cenário municipal. Fazer política com o fígado é caminhar para o fracasso.

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