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Pacientes com doenças graves sofrem com a falta de medicamentos na Farmácia de Alto Custo em MT


Medicamentos custam de R$ 200 a R$ 1 mil. Pacientes com hipertensão arterial pulmonar estão há cinco meses sem receber o remédio para tratamento.
| Fonte: TV Centro América
Foto: TVCA/Reprodução

Os pacientes com cirrose hepática, hipertensão arterial pulmonar e outras doenças graves estão sem medicamentos por falta de estoque na farmácia de alto custo do estado. Além disso, os pacientes afirmam não ter dinheiro para comprar os remédios, já que eles custam de R$ 200 a R$ 1 mil.

Para resolver o problema de abastecimento dos medicamentos, o Ministério Público disse que está trabalhando em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

“Estamos tentando trabalhar de maneira conjunta com a Saúde e espero que em 60 ou 90 dias tenha alguma novidade e que os estoques possam apresentar uma melhora”, disse o promotor de justiça Alexandre Guedes.

Uma paciente com cirrose hepática afirmou que sente fortes dores no abdômen e tem inchaço nas pernas. Ela faz tratamento há quatro anos e precisa tomar duas caixas de Azatioprina por mês, uma medicação que custa R$ 200 cada caixa e ela não tem condições de comprar.

“Estou desempregada. Temos duas crianças para cuidar e não temos condições de comprar o remédio, pois não sobra dinheiro”, disse a mulher da paciente, Norilucy Ávila Salgado.

Outras 35 pessoas que fazem o tratamento contra hipertensão arterial pulmonar – doença que causa o estreitamento e bloqueio de vasos sanguíneos dos pulmões ao coração – estão há cinco meses sem o medicamento Bosentana, que custa R$ 1 mil cada caixa.

Eles contaram que o medicamento não está sendo mais encontrado na farmácia de alto custo e que a falta dele tem agravado o estado de saúde.

“Sem o medicamento, sinto tontura, sensação que vou desmaiar, perco o equilíbrio, o coração acelera”, relatou a paciente Marlene Souza.

Em 2017, havia uma promessa para a implantação do sistema Hórus, que é usado para identificar, em tempo real, como está o estoque de medicamentos e monitorar o que precisa ser comprado e a data de validade de cada remédio.

O promotor de Justiça Alexandre afirmou que o sistema foi um avanço, mas para que ele seja implantado e funcione bem, precisa de uma gestão eficiente com compras contínuas e não só para atender as liminares.

“O sistema precisa ser alimentado e tem que ter gerência. O Hórus é utilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e funciona razoavelmente bem. Então isso já é um avanço, mas não o suficiente”, avaliou.

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