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Santa Casa de Rondonópolis encaminha habilitação em Brasília que pode render R$ 700 mil


| Fonte: Assessoria
Foto: Divulgação
Representantes da Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis estiveram reunidos, nesta semana, com o secretário Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, em Brasília, para o encaminhamento de um processo de habilitação da unidade no CNP – Centro de Parto Normal. Com essa formalização, a unidade que é referência a 19 municípios da região sul de Mato Grosso e é responsável por cerca de 400 nascimentos ao mês, passará a receber cerca de R$ 700 mil todo ano por um serviço especializado que já disponibiliza desde 2017.
A superintendente da filantrópica, Bianca Talita Franco, que viajou até a capital federal ao lado do vice-presidente da Santa Casa, Sinésio Alvaregnda, e da diretora-financeira, Nezir Freitas, testemunhou que o encaminhamento foi dado por intervenção do deputado federal, José Medeiros (Pode/MT). Outro a acompanhar a comitiva até a reunião e apoiar a medida no ato foi o vereador Reginaldo Santos (PPS), que em Rondonópolis é membro da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores.
“Por intermédio do Medeiros, a visita teve como objetivo a habilitação do CPN.  Já fazemos este atendimento há dois anos, mas sem receber, ou seja, temos os custos com materiais, medicamentos, equipamentos e pessoal, pagando essa produção toda e ainda não recebemos do SUS (Sistema Único de Saúde) por causa do processo de habilitação que é moroso. O deputado está se empenhando em desburocratizar isso e a informação qu tivemos é que tecnicamente está praticamente tudo resolvido”,salientou.
O dinheiro chega em um momento propício, já que a direção da unidade fala até mesmo no fechamento da mesma diante do rombo financeiro que se abriu nos últimos tempos, quando foi diminuído repasses que chegavam referentes ao serviço de Unidade de Terapia Intensiva – UTI, bem como o acumulo de atrasos nos repasses ao caixa do hospital, promovido pela última gestão do Governo do Estado. “Nossa dívida é de R$ 25 milhões e isso afeta nossa saúde financeira e põe em risco nosso funcionamento, a verdade é essa. Temos um custo fixo mensal de R$ 6 milhões, então precisamos equalizar tudo isso. A mudança por portaria da tabela da UTI de R$ 1.500,00 para R$ 1.300,00, além dos atrasos nos repasses, fez com que se criasse uma bola de neve nas contas. Tivemos de buscar empréstimos bancários para pagar as contas”, comentou.
Já Medeiros, que foi responsável pela destinação de uma emenda parlamentar de R$ 3,5 milhões para a compra de equipamentos para a Santa Casa, ainda no mandato de senador, comentou que a crise na saúde de Rondonópolis e de Mato Grosso, de uma maneira geral, deve seguir fazendo parte da agenda prioritária, seja dos representantes públicos federais do estado, como dos parlamentares e gestores de cada município. “O vereador Reginaldo, que é de uma cidade polo como Rondonópolis, está junto conosco buscando estas soluções para a Santa Casa, bem como para o Hospital Regional, onde temos uma proposta de Federalização, e esta postura tenho visto da totalidade dos representantes.
A bancada federal passou a última legislatura unindo suas forças e destinando praticamente todas emendas coletivas para atender o setor da saúde. A verdade é que a demanda atual é muito maior que os recursos para enfrentá-la, mas precisamos buscar com criatividade parcerias das mais diversas e unir forças para destravar o que precisa destravar e tirar o setor deste caos”, comentou.
Reginaldo Santos agradeceu o empenho do deputado José Medeiros e lembrou que o hospital só vai respirar com oxigênio próprio com a união dos atores políticos de Mato Grosso. “O Medeiros é muito sensível a causa da Santa Casa de Rondonópolis. Esse exemplo pode ser ampliado. Estamos viabilizando uma reunião com toda a bancada de Mato Grosso. Entendo que podemos contribuir e muito para resolver o problema de cofre da Santa Casa”, finaliza.

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